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Mercado de imóveis mais forte na capital

21/08/2018 / Categorias Mercado imobiliário

O mercado imobiliário paulistano apresentou resultados mais favoráveis tanto em junho como no primeiro semestre deste ano, segundo a Pesquisa Mensal do Mercado Imobiliário do sindicato da habitação (Secovi-SP). A demanda foi muito concentrada nos imóveis de pequeno porte e baixo valor (até R$ 240 mil), um indicador das dificuldades enfrentadas pela classe média para ter acesso à moradia própria.

Em junho, foram comercializadas 2.288 unidades novas, 6% mais do que em maio e 23,5% acima de junho de 2017. No semestre, 12 mil moradias foram vendidas, 52,1% mais do que em igual período de 2017 e melhor resultado desde 2013.

Um bom sinal é o de que as vendas ficaram próximas da média histórica de 12,4 mil unidades registrada de 2004 a 2018.

Houve predomínio das vendas de unidades com área útil de até 45 metros quadrados (m²), com peso de 58% na comercialização total. Também foram determinantes dos resultados as vendas de imóveis com dois dormitórios (67% do total). Somados aos 20% de participação dos imóveis de um dormitório, chega-se a 87% do total comercializado.

É crescente a participação dos imóveis populares, cujos preços do m² de área útil são inferiores a R$ 5,5 mil e que estão incluídos no programa Minha Casa Minha, Vida: de 13% das vendas no primeiro semestre do ano passado, eles passaram a pesar 40% nas vendas em igual período deste ano.

Um dado preocupante é o de que a comercialização mostrou mais vigor do que o lançamento de imóveis, cujo crescimento foi de apenas 4% entre os primeiros semestres de 2017 e 2018. Neste caso, o número de lançamentos entre janeiro e junho (8.068 unidades) foi 24% inferior ao da média histórica 2004/2018, de 10,7 mil moradias.

O que leva os incorporadores a esperarem uma melhora do mercado neste semestre, apesar das incertezas políticas, é o afastamento de graves problemas que marcaram o primeiro semestre.

Um deles é o dos distratos (denúncia dos contratos pelos compradores de imóveis na planta), cujo número é declinante.

Outro é o do acolhimento do chamado direito de protocolo, pelo qual projetos protocolados antes da Lei do Zoneamento podem ser desenvolvidos nas regras antigas. A melhora do mercado paulistano é decisiva para as grandes construtoras e incorporadoras.

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