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Com crédito fraco, banco prioriza captação de curto prazo

18/12/2017 / Categorias Banco , Tributação

Com o crédito em marcha lenta, os bancos concentraram a captação de recursos de seus clientes em instrumentos de curto prazo neste ano, mesmo tendo de pagar o "pedágio" dos depósitos compulsórios.
O saldo de Certificados de Depósito Bancário (CDB) e operações compromissadas no balanço das instituições financeiras aumentou 7% entre o fim de 2016 e novembro deste ano, para R$ 1,2 trilhão, de acordo com dados da Anbima. No mesmo período, o volume de captações com letras financeiras, títulos que possuem prazo mínimo de vencimento de dois anos, recuou 9%, para R$ 388,9 bilhões.

CDBs e compromissadas (esta última de forma indireta) são sujeitos ao recolhimento compulsório. No entanto, têm liquidez diária - ou seja, podem ser resgatados a qualquer momento - e por isso pagam uma remuneração menor ao investidor. No caso das letras financeiras, a situação é a inversa: não há depósitos obrigatórios no Banco Central, mas o cliente demanda uma taxa mais alta para ficar com um papel praticamente sem liquidez.

Sem grande necessidade de ampliar o balanço para acompanhar o crédito, que se retraiu nos últimos dois anos, os bancos têm se voltado aos CDBs, um de seus instrumentos mais tradicionais para captação de recursos.

Os certificados de depósito também voltaram a ganhar destaque em relação às operações compromissadas, e isso se deveu a uma mudança regulatória. Em novembro do ano passado, o Banco Central (BC) acabou com as brechas que permitiam que os bancos levantassem dinheiro por meio da emissão de debêntures de suas empresas de arrendamento mercantil (leasing).

Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou que os bancos reduzissem em 50% o estoque de operações compromissadas com lastro em debêntures até maio deste ano. As emissões já feitas pelas instituições financeiras só podem ser renovadas até este mês e por um prazo máximo de 12 meses. A partir do próximo ano, novas emissões estão suspensas.

Dados do Itaú Unibanco, maior banco privado do país, ajudam a dar uma ideia do impacto da medida. A instituição tinha R$ 186,9 bilhões em depósitos a prazo no fim de setembro, um aumento de 34% em relação a igual mês do ano passado. Enquanto isso, o saldo de debêntures vinculadas a operações compromissadas e de terceiros recuou 49,5%, para R$ 73,6 bilhões. Os bancos são proibidos por lei de emitir debêntures, mas até então compravam papéis emitidos por suas próprias empresas de leasing, que não têm essa restrição.

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